Ligar BD Outras Actividades
Direcção Artística
Gestão Cultural
Textos vários sobre Pedagogia, Educação, Política

Para além do seu percurso enquanto cantora, Catarina Molder tem desenvolvido um trabalho significativo enquanto gestora cultural e directora artística, impulsionadora de projectos artísticos com forte incidência na área pedagógica, no sentido de divulgar a música erudita num sentido mais lato e ecléctico às mais diversas franjas de público. Esse trabalho tem sido desenvolvido de forma intensa no projecto educativo Descobrir, inicialmente Descobrir a Música na Gulbenkian que Catarina Molder concebeu e dirigiu desde a temporada de 2005-06, onde anualmente concebeu um conjunto de actividades tematicamente e organicamente interligadas em torno da música, do seu funcionamento, da sua evolução e dos seus múltiplos contágios. Assim cada temporada é composta por visitas que exploram a matéria musical propriamente dita e mantém-se de ano para para como actividades de repertório, enquanto que as oficinas exploram a música através de outras formas de expressão artística como a dança (sua companheira de longa data), da expressão dramática, da videoarte, da expressão plástica, da escrita criativa, etc. Também concebeu vários espectáculos de raiz num investimento inicial que teria retorno no sentido de virem a constituir um pacote de produções que se reporiam anualmente.

Paralelamente funda a Companhia de Ópera do Castelo, um projecto único em Portugal porque imprime uma visão moderna e flexível face à pesada e dispendiosa tradição do mundo lírico, que se propõe a lançar projectos que abordam o universo lírico de forma inovadora e voltada para o público do presente e futuro, cruzando a ópera com outras formas musicais.
Como grande divulgadora da música erudita, concebe o projecto do livro/CD com a ilustradora Danuta Woytschakowska e com o pianista Francisco Sassettti, para a editora Leya - Vamos cantar os clássicos, que revela a canção erudita desde Schubert aos nossos dias, em versões portuguesas para poderem ser compreendidas e cantadas pelo público mais jovem.
Escreveu vários textos para a revista Pais e Filhos sobre particularidades da pedagogia na relação com o mundo do som, com o mundo da audição e da música.

Em 2012 criou e apresentou para a RTP2 o programa televisivo Super diva - ópera para todos, uma série de 13 programas, abordando 13 óperas, que voltou a levar este género ao grande écran com grande sucesso.Galardoado com o prémio de melhor programa de Entretenimento 2012 pelo prémio SPA, o Super Diva promete voltar a aparecer.Tem uma visão crítica e participativa na sociedade que a leva a esporadicamente a intervir politicamente quando a ocasião exige e tem o lema: "Mais acção e menos palavras, porque palavras leva-as o vento". "O que interessa são acção, concretização e resultados não exclusivamente medíveis em números porque os números acabam por perverter a qualidade do trabalho". "As grandes mudanças não são meramente tecnológicas, mas sim mudanças de atitude, porque na atitude é que está tudo".